Nunca gostei do meu nome. Tinha muito problema com ele na infância e adolescência. O nome da moda era Cristina, Rosana, Marcia...e o meu nunca ninguem entendia...qdo eu dizia meu nome o povo perguntava: como é seu nome mesmo? O que tinha se passado na cabeça da minha mãe para escolher este nome? Fui perguntar à ela, tipo assim falando com jeito...pra ela não ficar triste..."Mãe, pq vc colocou este nome em mim?" e ela: "Aaahhhh eu tinha uma vizinha tão legal e o nome dela era Elenir..." Nossa ainda bem que o nome dela não era Sebastiana, Mafalda,Valdinéia, etc...(que me desculpem as pessoas com estes nomes). E pelo menos meus pais não resolveram homenagear minhas avós que se chamavam Etelvina e Ilaudemira (pasmem! os nomes eram esses mesmo). Mas tudo bem né, fazer o q? Vamos melhorar de nome na próxima encarnação...Aí o tempo foi passando e as pessoas foram me dando apelidos, e eu fui convivendo melhor com a situação...Me casei, engravidei e comecei a escolher o nome da minha filha...num belo dia, anos após seu nascimento, ela chega e me pergunta: "Mãe, pq vc colocou este nome em mim? Nããão, ela estava me perguntando a mesma coisa que perguntei à minha mãe. Eu perguntei: "Vc não gosta do seu nome? e ela: "Não, eu não gosto". Como poderia ela não gostar do nome dela? Escolhi um nome lindo, sonoro, nome de princesa de Mônaco...rs A história toda estava se repetindo...Com isso pude me colocar no lugar da minha mãe...como ela se sentiu qdo eu fui indagar o pq da escolha do nome, agora era minha vez de passar por isso. Como diz aquela música da Elis Regina - Como nossos pais...a gente vem na condição de filhos mas na hora em que nos tornamos pais fazemos tudo igualzinho ao que fizeram conosco.
Bom seria se pudessemos escolher nossos nomes, mas nome é identidade e isso tem de ser construído desde nosso primeiro ano de vida. Conviver com um nome estranho nem sempre é um problema, é só recorrer aos apelidos. E se for pensar bem é muito melhor se ter um nome diferente, quantas pessoas que vc conhece se chamam Elenir...quase nenhuma, só eu...
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